Mais do que uma constatação da crise económica a crise de valores. E que valores?
Ouve vale a pena.
Se não conseguires abrir, clica aqui
EMRC D. Dinis
sexta-feira, 8 de outubro de 2010
segunda-feira, 19 de abril de 2010
LIBERDADE
Liberdade
Ai que prazer
Não cumprir um dever,
Ter um livro para ler
E não fazer!
Ler é maçada,
Estudar é nada.
Sol doira
Sem literatura
O rio corre, bem ou mal,
Sem edição original.
E a brisa, essa,
De tão naturalmente matinal,
Como o tempo não tem pressa...
Livros são papéis pintados com tinta.
Estudar é uma coisa em que está indistinta
A distinção entre nada e coisa nenhuma.
Quanto é melhor, quanto há bruma,
Esperar por D.Sebastião,
Quer venha ou não!
Grande é a poesia, a bondade e as danças...
Mas o melhor do mundo são as crianças,
Flores, música, o luar, e o sol, que peca
Só quando, em vez de criar, seca.
Mais que isto
É Jesus Cristo,
Que não sabia nada de finanças
Nem consta que tivesse biblioteca...
Fernando Pessoa, in "Cancioneiro"
Ai que prazer
Não cumprir um dever,
Ter um livro para ler
E não fazer!
Ler é maçada,
Estudar é nada.
Sol doira
Sem literatura
O rio corre, bem ou mal,
Sem edição original.
E a brisa, essa,
De tão naturalmente matinal,
Como o tempo não tem pressa...
Livros são papéis pintados com tinta.
Estudar é uma coisa em que está indistinta
A distinção entre nada e coisa nenhuma.
Quanto é melhor, quanto há bruma,
Esperar por D.Sebastião,
Quer venha ou não!
Grande é a poesia, a bondade e as danças...
Mas o melhor do mundo são as crianças,
Flores, música, o luar, e o sol, que peca
Só quando, em vez de criar, seca.
Mais que isto
É Jesus Cristo,
Que não sabia nada de finanças
Nem consta que tivesse biblioteca...
Fernando Pessoa, in "Cancioneiro"
segunda-feira, 15 de março de 2010
Afinal o que é a Quaresma?
A Quaresma sempre foi um tempo de introspecção, meditação, reflexão profunda sobre a vida e o mundo que nos rodeia (ou pelo menos deveria ser…) no entanto acaba por ser, muitas vezes e infelizmente cada vez mais nos nossos dias, um tempo “igual aos outros”, de correrias, de compras, de consumismo onde apenas os mais antigos, a maior parte das vezes por tradição e por ser “pecado”, não comem carne às Sextas-feiras. As gerações mais recentes, fruto desta tradição também se privam de algo como sinal de um tempo diferente: deixar o café, o chocolate ou até mesmo qualquer tipo de doces é sempre uma forma de marcar estes 40 dias. E depois? O que acontece efectivamente depois da Quaresma? Volta tudo ao normal, mesmo para aqueles que tentaram marcar este tempo de forma diferente… Será que assim faz algum sentido esta caminhada? O caminho de Jesus até ao Calvário terminou com a sua morte. Morte de Cruz e Morte sofrida. Para depois Ressuscitar para um novo encontro com a Humanidade. Talvez sejam estes os exemplos que devemos seguir. É este O exemplo que temos que seguir. A nossa Quaresma tem que ser efectivamente um tempo de retiro pessoal e interior de cada um, de análise do ano anterior, de preparação do próximo, de correcção dos erros cometidos no passado, de pedir desculpas a quem fizemos mal, de pedir Perdão pelos erros cometidos. Deve ser também tempo de tolerância para com o próximo, de entender melhor os outros, as suas atitudes, os seus gestos e ir ao encontro deles no caminho da União e da Paz. É a altura certa para se fazer algo que possa tornar a nossa vida diferente, pelo tempo que já passou. Não deixar para outra altura, não deixar para depois o que nos pode tornar melhores seres humanos e melhores Cristãos.
sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010
terça-feira, 23 de fevereiro de 2010
Subscrever:
Mensagens (Atom)
